van0v:

good vibes ☀

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“Ela simplesmente estava ali, parada e pronta para segurar os problemas de todos. Mas a questão era: quem segurava os dela? Ela estava um caco.”

Os porquês de Amélia Roswell.  

(via animicida)

“Bate a mão no peito e grita que a sua felicidade ninguém vai roubar, que o seu sorriso ninguém vai tirar, que lágrimas de tristeza não vai mais rolar. Aceite a opinião das pessoas, mas nunca viva por elas. Faça o que tenha vontade, viva como um pássaro e explore cada canto, cada lugar. Conheça novas pessoas. Seja.”

Animicida.  (via animicida)

“4/5 Carta de despedida:
Olá querida Ana, você deve estar se perguntando onde estive durante todo esse tempo em que me mantive ausente, mas se não estiver, não tem problema também. Estive pensando em como consegui deixar minha vida chegar onde chegou, quer dizer, logo eu que gostava de ser pontual, que odiava o cheiro do cigarro e enlouquecia só de colocar uma gota de álcool em minha boca agora vivo impregnada com o cheiro do cigarro em minha roupa, ressacas intermináveis e já não compareço em nenhum lugar que me convidam. Em nossa ultima conversa, você havia me perguntado como eu estava, eu simplesmente disse que bem. Estou aqui para revelar algumas coisas que ocultei nesses últimos meses: Estou doente, descobri que tenho leucemia. Eu sei como gosta de ser positiva até mesmo com a cabeça afundada, por isto preferi que ninguém soubesse. Recentemente meus cabelos começaram a cair por causa da quimioterapia e o meu amor me largou. Ele disse que o problema é ele, mas eu sei que ele não suporta a ideia de acordar com uma doente e careca. Me tranquei nesses últimos três meses em meu quarto, pois mesmo usando um lenço e uma peruca, sinto-me um monstro. Acho que perdi em algum lugar do caminho minha auto-estima. O Dr. John me disse que eu sou uma guerreira. Acontece que quando você entra em uma guerra, nem sempre vive para ver quem venceu a batalha. Enquanto ia para o banheiro dois meses atrás ouvi meus pais comentando que não planejaram em momento algum terem uma filha problemática, e querendo provar que era uma pessoa normal, me esforcei demais e acabei sangrando pelo nariz. Só me lembro de ter acordado no hospital com eles ao meu lado, acho que descobriram que eu estava ouvindo a conversa toda, rezo para que não. Ao cair, milhões de mãos me puxaram para debaixo da terra, eu fui enterrada viva querida Ana. Trancada em meu quarto, me afundei nas drogas para ver se conseguia preencher a ausência que certas pessoas causaram em mim, mas se teve uma coisa que aprendi enquanto via objetos se moverem, é que as drogas não amenizam nada. Mesmo escondida no meu quarto escuro, estive do lado de meu telefone apenas esperando por algum telefonema, apenas alguém para dizer ”Ei, vamos sair, estou com saudades.” Infelizmente ninguém se importou em vir atrás de mim, em saber se precisava de algo. Me desculpe, eu desapontei você, eu sei. Enquanto surtava ouvindo meus pais discutindo pela falta de dinheiro que meu tratamento estavam lhes causando, tive outro sangramento, este, posso dizer que daria para encher um copo inteiro com o sangue que saiu de mim. Também posso dizer que fui tomada pela solidão. Devo estar lhe ocupando demais, por isto me despeço. Você marcou minha vida, você foi minha melhor amiga e eu quero que fique apenas com as partes boas de mim, por favor. Continue sendo essa pessoa ótima, maravilhosa e pura! Não deixe que a amargura do mundo consiga lhe destruir como conseguiram fazer comigo. Eu te amo minha querida Ana, fique em paz.”

Cartas de uma durona, Gr K.   (via animicida)